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Feb. 22nd, 2009 | 11:59 pm



'também Ana Luena procurou as suas próprias raizes.  
lembrou o que sabia e soube o que não lembrava.'  M.E.C.

 

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Feb. 22nd, 2009 | 11:10 pm




Il y a une légende a Biarritz qui dit que celui qui vît un rayon vert pendant le coucher de soleil serait heureux tout sa vie.

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Alguma alternativa à subversão?

Jan. 30th, 2009 | 07:14 pm

Parte do que o meu chefe conseguiu dizer esta manhã, em 5 minutos de monólogo comigo:



- ontem não vi avanços no relatório que estás a fazer;

- quando dou a minha palavra a um cliente, é para cumprirmos a palavra, nem que tenhamos que ficar a trabalhar até à meia-noite;

- foste mal educada com o cliente, pois vim a confirmá-lo com colegas que assistiram ao telefonema, e quase perdemos o cliente por tua culpa;

- seja qual for o capricho do cliente, temos que satisfazê-lo. Já sei que é desagradável, mas é assim;

- a partir de agora, sou eu que falo sempre com os clientes;

- ... ahh, mas o contrato de trabalho que assinaste que estipula horário de trabalho das 9h às 18h é só um pró-forma, não vale de nada. Se for preciso trabalhar até à meia noite para acabar um trabalho temos que o fazer;

- o que fazias antes? fico a perguntar-me se executavas no teu trabalho anterior...

- que achas que faço quando levo o computador para casa? muitos dias fico a trabalhar até de madrugada e durante os fins-de-semana. Já sei que sou burro, mas olha, tem de ser;

- não sei como é lá fora, mas aqui e assim, este trabalho é para ser exigente...

- ...sim, verdade que também não cumpri a minha palavra quando disse que ficaria todo o dia de 4a contigo a ajudar-te a acabar o relatório..mas...não pude vir, tive que tratar da mobília de casa.

- o que interessa é ganharmos clientes, ganhar dinheiro.

- ...pois, podemos não ter capacidade mas temos que ganhar trabalhos mesmo assim, e se não temos capacidade, temos que cria-la com as condiões que temos

- já te protegi demasiado aqui dentro. Dizem que sou mole e que te ajudo demasiado. Sou eu que ouço do patrão. A partir de agora fazes as coisas sozinha. Quando te der um trabalho é para te responsabilizares totalmente por ele;

- estou ocupado com outras coisas mais importantes, na angariação de novos projectos e contratos. Tens que executar o que ficou por fazer do ano passado;

- não, não quero que vás para o teu lugar trabalhar. Ficas aqui comigo;

- podes não concordar com as coisas e até de tou razão, mas aqui é para fazê-las na mesma. Se o patrão diz, é para fazer, seja o que for;

- és muito mandona e crítica;

- este não é local para revoluções. Aqui, não vais fazer nenhuma.

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Jan. 16th, 2009 | 01:44 am


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Jan. 16th, 2009 | 01:41 am

foto de m.



 qUE A MINHA GUERRA É UMA ESPÉCIE DE DANÇA

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4 R.

Jan. 16th, 2009 | 01:28 am




he takes care of me and closes the door for me to cry.
he takes the guilt away and speaks and suggests and helps.
he looks centered into my eyes and straightens the eyebrows in true worry.
he speaks like a friend, like a father, like a partner, although he is just my boss.


'06

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traz poetas

Jan. 14th, 2009 | 11:45 pm

          
 
e pedras                                                                         

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Acção pela Palestina no Porto - 3ª Feira, 18h

Jan. 12th, 2009 | 11:43 pm


 


Concentração em solidariedade com o povo palestino
Israel fora da Palestina ! 
Terça-feira, dia 13 de Janeiro, 18 horas
Praça do Bolhão
PORTO


"Ao longo de 40 anos, Israel ocupou progressivamente a Palestina, deixando os palestinianos com apenas 22% daquilo que os acordos iniciais estabeleceram.
Foi com a desculpa da "guerra ao terrorismo" que, há vários meses, Israel tornou Gaza, província palestiniana que está entre Israel, o Egipto e o Mar Mediterrâneo, uma autêntica prisão colectiva e de grandes dimensões. Impedindo a circulação de qualquer palestiniano sem uma autorização especial do governo israelita, o Estado de Israel levou Gaza e os seus habitantes a uma situação de incomunicabilidade quase total e a uma verdadeira catástrofe humanitária. 

A degradação das infra-estruturas de saúde, particularmente dos hospitais e a escassez de material médico básico, a impossibilidade de aceder ao direito à educação, por falta de recursos humanos e materiais básicos, e a escassez e/ou inexistência de alimentos essenciais, deixou Gaza na mais profunda miséria. 
No dia 27 de Dezembro, Israel desencadeou uma ofensiva militar em Gaza que está a tomar terríveis proporções. O bombardeamento massivo daquela zona, combinado com a ofensiva terrestre levada a cabo pelo exército israelita causou, em 10 dias, 765 mortos (dos quais cerca de um terço são crianças) e 3200 feridos, números que revelam a desproporção de forças utilizadas por Israel contra a população palestiniana. Este acto criminoso, alegadamente "defensivo", enquadra-se na linha de liquidação e assassinato de todos os palestinianos que com a sua luta e a sua resistência permitem a aspiração de um Estado Palestiniano livre, independente e soberano, tal como consagrado pelas resoluções das Nações Unidas e por acordos internacionais que o próprio Estado de Israel assinou.

É vergonhosa a posição do Governo português que, escondendo-se atrás do apoio americano esta guerra brutal e da cobarde posição da União Europeia de "ouvir os dois lados", não tenha imediata e firmemente exigido o cessar-fogo e feito uso de todos os meios para demonstrar a reprovação da agressão israelita, bem como para auxiliar o povo palestiniano neste momento particularmente difícil. Agora como no passado, PS e PSD continuam a mostrar-se mais eficazes em cumprir as directivas e orientações das grandes potências imperialistas, particularmente os Estados Unidos da América e a União Europeia, do que em cumprir a Constituição da República Portuguesa. É também por isso que a luta dos portugueses faz sentido; por um Portugal comprometido com a paz e a soberania e não subjugado aos interesses das grandes potências imperialistas! 
 
Esta agressão vergonhosa não ajuda a solucionar o conflito no Médio Oriente, muito pelo contrário, está a agravar os problemas já existentes e lança bases para o surgimento de novas tensões e problemas! 
Queremos manifestar o nosso repúdio total pelas acções bélicas de Israel contra a população palestiniana em Gaza que violam as leis internacionais e a Convenção de Genebra e defendemos a viabilização e aplicação das resoluções das Nações Unidas no que respeita à criação de um Estado Palestiniano.
Manifestamos solidariedade com todos os sectores progressistas e pacifistas da sociedade israelita que são perseguidos na sua corajosa luta por uma solução para o conflito.
Manifestamos total solidariedade com o Povo Palestiniano em mais este difícil momento da sua história.

 Movimento Pela Paz"
 

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Tex Avery e o futuro

Jan. 10th, 2009 | 03:08 pm



eheh. também há a versão "tv do futuro" e "casa do futuro".
gosto particularmente do tom sexista da obra. curiosa a discrepância entre a evolução tecnológica e social...

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i

Dec. 30th, 2008 | 12:24 am




Por que me perguntam as ondas

O mesmo que eu lhes pergunto?


      

Livro das Perguntas | P. Neruda


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foto do dia

Dec. 28th, 2008 | 12:03 pm



fonte
"Pedras contra canhões" nos territórios roubados da Palestina. Prova da heróica resiliência de um povo que não se verga perante a inqualificável ofensiva judaica, que teima em roubar-lhe a paz mas não a dignidade.

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Nov. 7th, 2008 | 09:21 pm



reformulando...

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91º aniversário da Revolução de Outubro

Nov. 7th, 2008 | 03:29 pm

 

Os que lavraram o campo no início do ano

Não o fizeram para si mesmos. No verão

Curvaram-se mais ainda. Mesmo a colheita

Foi para os celeiros dos senhores. Mas o Outubro

Viu o pão já nas mãos certas!
              
                                   
Bertolt Brecht


A Revolução de Outubro constitui um dos maiores acontecimentos histórico de toda a humanidade pois assinalou o advento de uma nova época com a experiência pioneira de construção de uma sociedade sem classes, livre de opressão e exploração.

Primeira vez na História se viu que é possível os trabalhadores tomarem nas suas mãos a gestão da sociedade e construir uma sociedade de trabalhadores sem capitalistas nem exploradores.

Com o seu exemplo e as suas realizações, a Revolução de Outubro trouxe para a vida concreta e impôs na consciência do nosso tempo, mesmo nos países capitalistas, uma nova e mais ampla concepção dos direitos humanos, alargando-os aos direitos económicos, sociais e culturais. Impulsionou a universalidade dos direitos políticos e nacionais. Quebrou preconceitos e barreiras que aprisionavam a condição dos trabalhadores e da mulher. Abriu caminho a transformações que, em poucos decénios, permitiram radicais e reais melhorias nos níveis de desenvolvimento e nas condições sociais dos povos que empreenderam o caminho da construção do socialismo. A sua influência estendeu-se aos próprios países capitalistas, dando novas forças e confiança aos trabalhadores, que obrigaram o capitalismo a ceder terreno e a reconhecer muitas das suas reivindicações políticas, económicas e sociais, graças em grande medida ao peso da sua concretização prática nos países do socialismo.

Sabendo nós que, não há modelos importáveis ou exportáveis na sua exactidão ou na sua aplicação. Que a construção de uma sociedade socialista só pode ser possível levando em linha de conta todas as particularidades locais e temporais e que é indissossiável das raízes culturais, dos hábitos, anseios e características de cada povo. A Revolução de Outubro deve ser comemorada com uma profunda análise e reflexão sobre a sua natureza, os seus objectivos e as suas concretizações e transportada dessa forma para a actualidade.

Ontem na Rússia Czarista, hoje em Portugal e na Europa capitalista, impera a necessidade de "derrubar" o modelo que pratica uma desigualdade abismal na distribuição da riqueza produzida, de "derrubar" um modelo que se sustenta através da injustiça social.*

*textos de várias fontes

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Nem o 5º sinal vital resiste a discriminação de género

Oct. 21st, 2008 | 08:16 pm


Dor da mulher é mais ignorada e subvalorizada que a do homem

A dor das mulheres é subvalorizada em relação à dos homens, sendo considerada menos genuína e grave pelos profissionais de saúde, principalmente pelos profissionais do sexo masculino, segundo um estudo do ISCTE. O estudo, realizado a 205 estudantes de enfermagem e concluído no final do ano passado, mostra que a dor das pacientes do sexo feminino é julgada como menos genuína e a sua situação clínica considerada menos grave e urgente que a do homem." Fonte

- o -


"Chronic pain affects a higher proportion of women than men around the world, but unfortunately women are also less likely to receive treatment compared to men.  This is due to various factors, including societal and cultural norms and economic and governmental barriers.  Through this campaign, IASP hopes to provide a voice to these women by drawing attention to this global issue as a first step towards reducing pain and suffering for women around the world. "
Fonte
 

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há um lugar assim

Oct. 20th, 2008 | 11:03 pm



  
+ + + + + + +Collapse )

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Oct. 20th, 2008 | 09:35 pm

 
     sometimes the only thing left to discover is what remained




 


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miserere

Oct. 16th, 2008 | 04:36 pm

</div></div>
Miserere - the cat empire</div>

Do you ever look around
turn your ear to the ground
show your face to the sky
on a night when the skies echoe sounds
from inside of your mind
on the stage that you shone
where the sun did become you
and move with your thoughts
through the sighs and the scenes
of the worlds you have seen
and the sights that have been
your reflection in shadows and dreams?
- your reflection in shadows and dreams

Did you ever see a man
who did walk down the street
white robe with no shoes on his feet
and on top of his head place a box with two slits
and the sign from his neck said
I do not exist
or a woman who could not remember her name
did stutter and stutter
again and again
and saw you and called you her son
her eyes said
my being is gone
but still Im not dead?

Miserere

Have you ever seen a sound
have you listened to an image
have you ever touched a thought
have you ever tasted nothing
have you ever told a lie
that was true more than truth
because truth it had lied
all its life when it spoke to you?
And what did it say
it is that it is this
this goes here here is there
it is not yes it is
it was dulling your senses
your eyes they were bound
have you ever my friends
been looking around?

And the other replies
with a wave of a hand
I am already here
in this promised land
but not by a god and not by a king
and not by a spirit
deep from within
I am here
because a miracles a whim
its a flash of glory
its an empty tin
and maybe might lets you in
not to save you
but to keep on looking-

Miserere

Have you ever
been so happy that youre sad?
that the lights turn to stars
and the stars become eyes
and hellos are goodbyes
and the laughs are the sighs
and the show disappears with the note
until next time

Long live living
if living can be this

Do you ever look around
and find what is yet to be found?


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lis de lés a lés

Oct. 6th, 2008 | 12:35 am


 

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Um dia muito animal !

Oct. 4th, 2008 | 12:01 pm





 
Hoje é o Dia Mundial do Animal ! :)


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RODEIO NO PORTO

Sep. 19th, 2008 | 11:52 pm




1º Rodeio no Porto - de 18 a 21 de Setembro

Apesar de esta ser uma prática cruel e proibida por lei, este evento está efectivamente a decorrer no Porto e conta com o apoio da Câmara Municipal e da empresa Porto Lazer !

O comportamento que os animais demonstram em rodeios (nomeadamente, o salto aos pinotes) não é um comportamento natural. A prática do rodeio consiste em aplicar violência física sobre o animal (nomeadamente pelo uso de um sedém [artefacto que lhe comprime a barriga e a zona genital], esporas e choques eléctricos), trazendo o animal a uma situação de terror psicológico que lhe provoca comportamentos arrebatados e ainda mais consequências físicas, cumprindo assim o objectivo do jogo:  dificultar a montada e permitir divertimento à custa do sofrimento de animais indefesos.
 
Junta-te ao PROTESTO ! SÁBADO, 20 de Setembro, a partir das 19h, à entrada do recinto (Queimódromo - estrada da Circunvalação) !
Vem alertar consciências e contestar este bárbaro espectáculo !

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especismo à l'inverse

Sep. 15th, 2008 | 12:50 pm





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Sep. 8th, 2008 | 09:55 pm


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Parábolas

Sep. 3rd, 2008 | 07:48 pm


                                        A Pérola de John Steinbeck


Em tempos tive um cão. Chamava-se Tobias e era um animal muito feliz. Saudável e jovem, tinha vasto espaço livre no interior e exterior da casa para as suas brincadeiras e correrias e para explorar e interagir com outros animais, plantas, chuva, terra, vento, cheiros e connosco, comigo e com a minha família. Era rafeiro e tinha um ar muito saudável e um pêlo brilhante que indiciava bem-estar e vigor. Saltava frequente e exageradamente, numa manifestação que, para mim, só poderia significar alegria, nomeadamente, pela manhã, mal me via cada primeira vez ao dia. Sentia que gostava muito de mim e considerava-o, de entre todos os animais que conhecia, o meu melhor amigo. Via-o com satisfação, pois, apesar de inevitavelmente o prender à minha "malha de estimação", assistia a essas suas manifestações tão espontâneas e positivas.

Contudo, algo me intrigava naquele animal. É que numa, e só numa, determinada situação, ele comportava-se de uma forma muito estranha. Acontecia que sempre que alguém lhe dava o que, obviamente, ele mais desejava e no qual ele mais valor depositava - um osso! - ele se comportava inesperadamente diferente a ponto de parecer a criatura mais perturbada do mundo: ficava extremamente ansioso e sofria incessantemente enquanto não conseguia esconder o tesouro, enterrando-o em algum pedaço de terra só por ele conhecido. Era um desassossego, pois ele exigia cumprir a sua vontade e tudo o mais à volta perdia importância. Chegava a reagir de forma oposta ao normal e desprezava todo o tipo de atenção, estímulos e cuidados que eu lhe pudesse oferecer.

Ora, sua reacção era tão sofrível e sua aflição de tal forma extrema quando tinha um osso em seu poder que muitas vezes me perguntei se não seria preferível privá-lo de tal presente. Sem o osso seria claramente um animal mais calmo, satisfeito e harmonioso e não sofreria picos de êxtase e sofrimento como aqueles.

Foram das alturas em que mais pensei na similaridade entre os animais e nós próprios.

Muito me revendo nesses próprios episódios e gozando da vantagem da observação à distância, a minha mesma dúvida continua, contudo, a existir: ganhar a pérola?

 

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Aug. 25th, 2008 | 01:22 am

 El principito, ya, Do7, Re7
a viagem
passos gigantes chegam numa noite mal estrelada
e a matemática leva-nos à palavra passe
loucura
e Fa7, La.
conchas de barro.
para a Luísa passa uma borboleta nocturna
e a música acompanha
firme e profunda.
depois alegria e decide-se
"este é um momento bonito"
e acordes chegam ao sentimento
quase cor-de-laranja
por um depósito de valor

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Aug. 25th, 2008 | 12:52 am

 

vou contando-me histórias sobre o mundo exterior

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nevoeiro

Aug. 25th, 2008 | 12:34 am

o nevoeiro passa
pelo candeeiro
é de noite
e eu
sofro de novo
por não fechar a mão
passo fumo pela boca
e passam pelas minhas mãos
não agarro
não agarro
como o nevoeiro que passa
pelo candeeiro

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timidez

Aug. 25th, 2008 | 12:14 am




'Tudo isto vale para o esteta pelas sensações que lhe causa. Avançar seria entrar no domínio onde começa o ciúme, o sofrimento, a excitação. Nesta antecâmara da emoção há toda a suavidade do amor sem a sua profundeza - um gozo leve, portanto, aroma vago de desejos, e, se com isto se perde a grandeza que há na tragédia do amor, repare-se que, para o esteta, as tragédias são coisas interessantes de observar, mas incómodas de sofrer. O próprio cultivo da imaginação é prejudicado pela vida. Reina quem não está entre os vulgares.
Afinal, isto bem me contentaria se eu conseguisse persuadir-me que esta teoria não é o que é, um complexo barulho que faço aos ouvidos da minha inteligência, quase para ela não perceber que, no fundo, não há senão a minha timidez, a minha incompetência para a vida.'
Bernardo Soares

 

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demonstrado pela Providência

Aug. 24th, 2008 | 09:25 pm



Segue o teu destino,
Rega a tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

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caracóis nocturnos

Aug. 24th, 2008 | 11:31 am

</div>
 

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táj fora do tom

Aug. 20th, 2008 | 09:41 am

</div>
 

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Aug. 17th, 2008 | 10:52 pm


é em Lisboa que a brisa reclama as nossas almas ausentes 

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Aug. 10th, 2008 | 10:01 pm


                                                                                                                                                                                            aldeia do Catarredor, Lousã



Com olhos amedrontados se diz "vivermos aqui é um acto de coragem"

  

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Platónov no TNSJ

Jul. 28th, 2008 | 11:42 pm

 
imagem de Platónov no TNSJ, Porto
uma pérola, a ver até 3 de Agosto.

Sobre Tchékhov, escreveu Nabokov: 
" Nesta era de Golias rubicundos, é muto útil ler qualquer coisa sobre os franzinos Davids. As paisagens desoladas, os salgueiros mortos nas bermas das estradas tristonhas e lamacentas, os corvos cinzentos dilacerando os céus cinzentos com as suas asas cinzentas, o vapor de algum lembrança inesperada emanando subitamente de uma banalíssima esquina de rua, a penumbra patética, a fraqueza encantadora, todo esse mundo tchekhoviano cor de cinza, cor de rola, merece ser preciosamente conservado face ao brilho ofuscante desses mundos fortes, independentes, que os adoradores dos Estados totalitários nos fazem vislumbrar" 
...
 "Aquilo que vemos em todas as peças de Tchékhov é um homem que tropeça - porém, se tropeça, é porque olha para as estrelas"
 

http://www.tnsj.pt/site/home_minisite.asp?espectaculo=311 

só para quem tem sentido de humor.

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E tu aí? Até quando?

Jul. 18th, 2008 | 04:49 pm




Não adianta olhar por céu, com muita fé e pouca luta 
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
.
Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média).
.
Até quando vai ser saco de pancada? 
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente, seu filho sem escola, seu velho tá sem dente 
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante, você tá sem emprego e a sua filha tá gestante 
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo, você que é inocente foi preso em flagrante! 
É tudo flagrante! É tudo flagrante!

A polícia matou o estudante, falou que era bandido, chamou de traficante. A justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado... e absolveu os PMs de vigário! 
A polícia só existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco: ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco. 
A programação existe pra manter você na frente, na frente da TV, que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você.
 Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar. O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar. E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar 
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá. 
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar. Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar. Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar? Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar. Escola, esmola! Favela, cadeia! Sem terra, enterra! Sem renda, se renda! Não! Não!! 

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. 
A gente muda o mundo na mudança da mente. 
E quando a mente muda a gente anda pra frente. 
E quando a gente manda ninguém manda na gente. 
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. 
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada? 
Até quando você vai ficar de saco de pancada? Até quando você vai levando?

'Gabriel, o pensador
 

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Festa é...

Jul. 18th, 2008 | 10:16 am


Festa de combate contra as injustiças sociais,
 de luta e de resistência, 
de amizade e de solidariedade







 

| step in! (9) steps |

porque o mundo ficou mais belo há um dia

Jul. 17th, 2008 | 04:01 pm



para a Ritinha*

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Jul. 15th, 2008 | 08:52 pm



 

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Jun. 30th, 2008 | 11:29 pm

 
entre as folhas de um livro, uma pétala de rosa outrora oferecida por um catalão. penso nele pela simples razão de que nunca penso nele. para não pensar no que penso sempre.
espero não ficar ocm um abcesso no cérebro, assim como as criancinhas famintas que por comerem sempre a mesma papa se lhes incha a barriga. 
algum gato zangado espelha a calma da noite, no meio da qual desejo, por mais uma vez, não existir. 
lembrei-me agora dos post-it's a dissimular o enfadonho. não os uso.

| step in! (5) steps |

Jun. 30th, 2008 | 11:09 pm

  
se as memórias vivem, então são mutáveis

| step in! (5) steps |

Jun. 30th, 2008 | 10:53 pm




 se a nossa inteligência representasse o nosso corpo, que parte desta equivaleria ao peso que ganhamos todos os anos?

| step in! (2) steps |

Jun. 30th, 2008 | 10:25 pm

 

| step in! |

Jun. 30th, 2008 | 09:54 pm

 

onde termina o som da música que me chega?

| step in! (3) steps |

Jun. 30th, 2008 | 09:41 pm


quase nada acontece duas vezes por dia

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comprador da sorte

Jun. 1st, 2008 | 11:08 pm

 



conservo uma moeda que ganhei, certo dia, em uma aposta com um desconhecido, o qual me abordou subitamente enquanto caminhava, numa rua de Instambul, ao cair da noite: 

- cara ou corôa? 

depois da surpresa e natural hesitação, percebi, ao indagar as condições, que o acordo era tão simples quanto eu ganhar a moeda se acertasse ou dar-lhe uma das minhas se perdesse. 
acontece que ganhei e trouxe a moeda, a qual trago no meu porta-moedas como uma espécie de amuleto, pois, se estes existem, qual melhor que um que já tenha dado provas? 

mas hoje dou por mim a pensar...a qual de nós terá dado sorte a moeda.
alguém disse que a sorte acontece quando alguém nos recorda.
e eu, cada vez que procuro quantias certas entre os trocos do porta-moedas e encontro esta moeda estranha, vem-me à memória esse jogador.

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Cordão Cultural, Sábado, dia 10 Maio às 10h30 no BOLHÃO

May. 6th, 2008 | 11:40 pm

 O Bolhão precisa de ajuda!


                                                                                                        .foto de jpcoutinho

Cabe às gentes do Porto e do país decidir o futuro do Mercado do Bolhão! 
Com Teatro, Música, Cinema, Artes Plásticas e a nossa
Voz vamos mostrar que a cidade do Porto e o Mercado do Bolhão estão mais vivos que nunca! 
Comparece! Vamos, unidos, defender quem somos o que é nosso!

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May. 4th, 2008 | 09:38 pm

 prt                   
eu e a minha vontade de coisas partimos para o infinito. 
encontro-me imersa em um pântano de azeite e água. estou em guerra. em tempo de guerra as novidades vêm por escrito e quase nunca há novidades. 
teimo em pressionar a cabeça contra qualquer coisa como a lógica do firmamento. a-deus?

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May. 1st, 2008 | 12:58 am

 sonhei que era borboleta. nada de benéfico pois bem sabemos como acaba a historia do kafka, mas era uma borboleta diferente. diferente~, não por não fazer as funções de insecto, pois sabia voar e pôr ovos, mas porque voava em locais especiais. eu era uma borboleta de ideias. as ideias florescem dizem, crescem e abandonam-se, outras duram e até morrem. eu lá andava, a saltitar entre ideias, ora pousava numa e sentia-lhe um pouco de suco ora mudava para outra de imediato. normalmente nao me deixava fixar muito tempo numa só. o que eu apreciava mesmo era tomar o gosto de todas, todas de varios tamanhos, formas e cores, até do local e das correntes de ar ou exposição à luz. eu era uma borboleta de todas as ideias, uma mariposa muito competente. até que encontrei uma ideia que me prendeu. no inicio era o gosto, o sabor da ideia. era deliciosa, sabia a novo, a especial, parecia interagir tão bem com as minhas papilas, com as patas, o corpo. e era linda a ideia, amarela ouro, pura, brilhante, viçosa, era uma ideia produtiva, sempre a produzir polén e odores novos. que fantastico, pensei, e ali me deixei ficar, aprisionada pela novidade da agradável unicidade desta flor. 

depois de muito aproveitar e sugar todo o polén que podia armazenar, de admirar a sua beleza, de cheirar o seu perfume, decidi que tinha que voltar ao meu dever, pois eu era uma borboleta competente! e lá fui. mas quando olhei para trás vi as ideias todas mortas. elas nao tiveram quem lhes sugasse o pólen e eu, incimpetente como fui por te rpermanecido numa, tive de me ligar a esta para o resto da vida.

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mas antes vou celebrar o 1º de Maio

May. 1st, 2008 | 12:46 am


 

le maga diz (0:30):  
a gozar a minha ultima semana de liberdade

tiago diz (0:30):  
 vais ser presa?

 

 


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Apr. 29th, 2008 | 01:21 pm

Amanhã 30 de Abril (4.ª Feira),a partir das 19h30m,comparece frente à 
Praça de Touros do Campo Pequeno,
em Lisboa,
 
para a

MANIFESTAÇÃO
contra a vergonhosa
Garraiada Académica de Lisboa


Protesta contra a tortura de 5 vacas neste espectáculo de ignorância e violência!

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é o fogo de Abril, é um cravo de fogo!

Apr. 26th, 2008 | 03:31 am

        

"O braseiro iluminou-se e tudo estremeceu, balançando-se: as sombras, mordidas pelas chamas, fugiram para a floresta, como que espavoridas.

...
Uma arremetida das chamas surgiu novamente, mas já mais fortes, mais claras, e as sombras voaram uma vez mais para a floresta. Refluíram de novo para o fogo e tremeram à volta da fogueira numa dança silenciosa e hostil. No braseiro estalavam e gemiam os ramos cinzentos. A folhagem das árvores murmurava e estremecia, parecendo alarmada por uma baforada de ar quente. Alegres e vivas, as línguas de fogo brincavam e abraçavam-se, amarelas e vermelhas, elevavam-se no ar semeando chispas; uma folha calcinada subiu no ar, e as estrelas, no céu, sorriam às faúlhas que elas pareciam chamar...

...
A fogueira ardia, clara, e sombras informes tremiam à sua volta, observavam com admiração o alegre fogo das chamas.

...
Terminada a refeição, colocaram-se todos à volta da fogueira; o fogo ardia devorando rapidamente a lenha seca: atrás deles as trevas estagnavam, envolviam a floresta e o céu.

...
A fogueira vermelha e de sorriso provocante iluminava as silhuetas negras que a cercavam, e as vozes dos amigos mistruravam-se pensativamente ao crepitar suave e ao sussurro das chamas.

...
Na floresta, vestida com o veludo da noite, na pequena clareira entre as árvores, sob o tecto escuro do céu, diante do rosto risonho do braseiro, no círculo das sombras espantadas e hostis, ressuscitavam os acontecimentos que tinham feito estremecer o mundo dos saciados e dos ávidos, desfilavam os povos da Terra, sangrentos, esgotados pelos combates, evocavam-se os nomes dos lutadores da liberdade e da verdade."

        M. Gorki - A Mãe
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  O fogo nocturno ainda já arde e sementes de novos cravos madrugam, já, entre grãos de terra. 
  Abril ceifado, Abril semeado!

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