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Feb. 4th, 2012 | 06:24 pm

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Jan. 22nd, 2012 | 09:50 pm

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Jan. 19th, 2012 | 09:23 pm

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Jan. 15th, 2012 | 06:49 pm

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Jul. 31st, 2010 | 03:36 pm

 
após uma noite de insónia, posso assegurar que o que me incomoda nos gatos, não é tanto o mi, mas sim o au

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o amor, a mulher e o masoquismo

Jul. 28th, 2010 | 11:23 am

Em Moravagine de Blaise Cendrars:





O amor é uma intoxicação grave, um vício, um vício que se gosta de partilhar, um vício no qual, se um dos comparsas se mostra empenhado, o outro não passa muitas vezes de cúmplice ou vítima ou de possesso. (...) O amor é masoquista. Esses gritos, essas queixas, essas suaves inquietações, esse estado de angústia dos apaixonados, esse estado de expectativa, esse sofrimento latente, subentendido, apenas manifestado, essas mil e uma preocupações acerca do ser amado, essa fugacidade do tempo, esses susceptibilidades, essas alternâncias de humor, essas divagações, essas criancices, essa tortura moral em que a vivacidade e o amor-próprio se encontram em jogo, a honra, a educação, o pudor, esses altos e baixos do tónus nervoso, esses desvarios da imaginação, esse feiticismo, essa precisão cruel dos sentidos que chicoteiam e que rebuscam, essa queda, essa prostração, essa abdicação, esse aviltamento, essa perda e essa recuperação perpétua da personalidade, esses embaraços, essas palavras, essas frases, esse emprego do diminutivo, essa familiariedade, essas excitações nos contactos, essa ternura epiléptica, essas recaídas sucessivas e multiplicadas, essa paixão cada vez mais perturbadora, tempestuosa e progressivamente devastadora até à completa inibição, ao completo aniquilamento da alma, até à atonia dos sentidos, até ao esgotamento do tutuano, ao vazio do cérebro, até à secura do coração, essa necessidade de prostração, de destruição, de mutilação, essa necessidade de efusão, de adoração, de misticismo, essa insaciabilidade que leva a pedir auxílio a hiperirritabilidade das mucosas, às divagações do gosto, às desordens vasomotoras ou periféricas e que apela para o cíume e para a vingança, para os crimes, para as mentiras, para as traições, essa idolatria, essa melancolia incurável, essa profunda miséria moral, essa dúvida definitiva e pungente, esse desespero, todos esses estigmas não constituem porventura os próprios sintomas do amor, segundo os quais se pode diagnosticar e seguidamente traçar com mão firme o quadro clínico do masoquismo?



Mulier tota in utero – dizia Paracelso. É por isso que todas as mulheres são masoquistas. O amor nelas começa pelo rebentar de uma membrana e leva até ao completo despedaçar do ser, no momento do parto. Toda a vida delas é simples sofrimento. O sofrimento ensanguenta-as mensalmente. A mulher encontra-se sob o signo da Lua, esse reflexo, esse astro morto, e é por isso que, quanto mais a mulher dá a vida, mais gera a morte. Mais do que símbolo da geração, a mãe é o símbolo da destruição. E qual é a mãe que não preferiria matar e devorar os filhos, se ela assim tivesse a certeza de reservar para si o macho, de o guardar, de se deixar imbuir por ele, de o absorver por baixo, de o digerir, de o macerar nela, de o deixar reduzido ao estado de feto e de o levar assim toda a vida no seu seio? Porque é precisamente a isso, à absorção, à reabsorção do macho, que leva a essa infinita maquinaria do amor. O amor não tem outro fim e, como o amor é o único móbil da natureza, a única lei do universo é o masoquismo. Destruição e nada – é nisso que se cifra esse derramamento inexaurível dos seres. Um ser vivo nunca se adapta ao seu meio, ou então, ao adaptar-se, morre. A luta pela vida é a luta pela não adaptação. Viver é ser diferente. É por isso que todas as grandes espécies vegetais e zoológicas são monstruosas. E a mesma coisa acontece no aspecto moral. O homem e a mulher não estão feitos para se sentenderem, para se amarem, para se fundirem e confundirem. Pelo contrário, detestam-se e dilaceram-se um ao outro; e se, nesta luta que tem o nome de amor, a mulher passa por ser a eterna vítima, na realidade é o homem que se mata e se torna a matar. Porque o macho é o inimigo, o inimigo desajeitado, desastrado, especializado demais. A mulher é todo-poderosa, encontra-se mais à vontade na vida, tem vários centros erotogénicos, sabe portanto sofrer melhor, tem maior resistência, a sua libido dá-lhe peso, é ela a mais forte. O homem é escravo dela, entrega-se, rebola-se-lhe aos pés, abdica passivamente. Ele padece. A mulher é masoquista. O único princípio de vida é o masoquismo e o masoquismo é um princípio de morte. É por isso que a existência é idiota, imbecil, vã. Não tem nenhuma razão de ser. É por isso que a vida é inútil.



A mulher é maléfica. A história das civilizações mostra-nos os meios postos em acção pelos homens para se defenderem do relaxamento e de efeminação. Artes, religiões, doutrinas, leis, imortalidade são afinal outras tantas armas inventadas pelos machos para resistirem ao prestígio universal da fêmea. Infelizmente, essa vâ tentativa nunca dá nem nunca dará resultado algum, porque a mulher triunfa de todas as abstracções. No decurso das idades, mais tarde ou mais cedo, vemos todas as civilizações cambalearem, desaparecerem, ruírem, caírem no abismo prestando homenagem À fêmea. Raras são as formas de sociedade que conseguiram resistir a esta tendência durante um certo número de séculos, tais como o colégio contemplativo dos brâmanes ou a comunidade categórica dos astecas; as outras, como a dos chineses, só inventaram afinal modos complicados de masturbação e de orações para acalmar o frenesim feminino ou então – é o caso das comunidades cristãs e budistas – tiveram de recorrer à castração, às penitências corporais, aos jejuns, à clausura, à introspecção, à análise psicológica para dar um novo derivativo ao homem. Nenhuma civilização se conseguiu alguma vez esquivar à apologética da mulher, a não ser algumas raras sociedades de jovens guerreiros machos e ardentes, cuja apoteose foi tão rápida como breve – por exemplo as civilizações pederastas de Nínive e de Babilónia -, foram mais consumidoras do que criadoras, desconheceram o menor freio para a sua actividade febril, o menor limite para o seu imenso apetite, o menor marco para as suas necessidades e, por assim dizer, se devoram a si mesmas, desaparecendo sem deixar rasto; é assim que morrem todas as civilizações parasitárias, arrastando um mundo completo atrás de si. Não há um só homem, em cada dez milhões, que escape a esta obsessão da mulher. Se a assassinasse, vibrar-lhe-ia um golpe directo; e o assassinato foi ainda o único meio efizaz que cem centenas de milhares de gerações de machos e milhares e milhares de séculos de civilização humana descobriram para não sofrerem o império da fêmea. Quer isto dizer que a natureza não conheces o sadismo e que a grande lei do universo – criação e destruição – é o masoquismo.

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o poeta e a mulher

Jul. 22nd, 2010 | 01:41 pm

 

Agora compreendo, temos de celebrar a mulher. A mulher livre. Por isso tantas vezes a provocámos. A mulher sagrada. Como Maria Madalena. Que nos dá à luz e nos dá a luz. Que nos dá o amor.

O sagrado feminino tem sido espezinhado ao longo dos tempos pelas Igrejas, pelos poderes. Só assim se explicam tantas guerras, tanta ganância, tanta luta pelo poder. A revolução anarquista e surrealista passa pelas mulheres. Daí o endeusamento da mulher feito pelos surrealistas.

As mulheres têm um poder de que nem sempre têm consciência. O poder de criar vida, o poder de dar o amor. Sim, agora compreendo. Não pode haver contradição entre o amor e a revolução. Amamos as mulheres. Dissemos, escrevemos aquelas palavras, aqueles palavrões, só para as provocar, para as despertar.

É uma bênção olhar para a mulher amada, para a mulher que passa. É uma bênção, sermos abençoados pelo Sol. Mas a mulher tem de ter noção de quão abençoada é. Eis uma das missões do poeta.  

O poeta está cá para cantar a mulher, a beleza da mulher. O poeta está cá para derrubar o capitalismo mas ao fazê-lo deve celebrar a mulher. O poeta não pode ter um discurso puramente político, puramente marxista ou anarquista social.  

Olha o anjo que entrou. O poeta tem de falar aos anjos. O poeta tem de voltar à adolescência, quando falava de paz, amor e anjos. O poeta tem de ser a criança sábia. O poeta nada tem a ver com o primeiro-ministro nem com os poderes.   

O poeta fala outra linguagem. O poeta anda sempre em demanda do Graal. O poeta não vive no mundo dos políticos nem dos empresários, nem dos financeiros, nem dos bolsistas.  

O poeta torna-se naquele que é. O poeta é livre. O poeta quer a mulher livre. O poeta quer o homem livre. O poeta é a própria liberdade. O poeta quer a união sagrada.

António Pedro Ribeiro

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Jul. 19th, 2010 | 02:35 am

                 
                                                                              e nao ter coragem para fotografar o mar
 



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Jul. 3rd, 2010 | 01:51 pm

   
warpaint @aveiro 

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Jul. 3rd, 2010 | 01:23 pm

 
                                                                                                 como acontece que uma pessoa se torna inocente?

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Jun. 28th, 2010 | 07:15 pm

 

33
 

El corazón más plano de la tierra,
el corazón más seco,
me mostró su ternura.
Y yo tuve vergüenza de la mía.

Tuve vergüenza de los himnos largos,
de las constelaciones derramadas,
de los gestos nupciales y espumosos,
de las escarapelas del amor,
de los amaneceres desplomados.

Y también tuve miedo.
Miedo de las palabras que no cantan,
miedo de las imágenes que sobran
cuanto tanto ser falta,
miedo de los roedores que se baten
en la iglesia vacía,
miedo de las habitaciones bautismales
que se llenan de águilas.

El corazón más plano de la tierra
me hizo aprender el salto en el abismo
de una sola mirada.

Roberto Juarroz

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Jun. 26th, 2010 | 02:10 am

 

Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia 

pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia

fui ficando
por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei

eu vi
a árvore morta
e soube que mentia

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
 

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Jun. 14th, 2010 | 12:07 am


 

engoli o mundo. e não consigo digeri-lo.  
 


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May. 9th, 2010 | 07:25 pm

 

 
que loucura

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May. 2nd, 2010 | 11:20 pm



 
Vidas, as lúcidas.
Mortes, as súbitas.

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cool!

Apr. 28th, 2010 | 01:20 am

 

Moroporo é cool :)

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parto orgásmico

Mar. 23rd, 2010 | 10:24 pm

www.youtube.com/watch

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como fazer

Mar. 21st, 2010 | 08:55 pm

 

da peça "A Mãe" por Teatro Municipal de Almada

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;)

Mar. 11th, 2010 | 01:33 am

 

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nova aventura

Mar. 7th, 2010 | 02:33 am

 

moroporo
galerias lumière, loja 6, porto
vem visitar! ;)

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Mar. 2nd, 2010 | 01:03 am

 

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Mar. 2nd, 2010 | 12:57 am

 

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Feb. 27th, 2010 | 03:14 pm






paredes de matosinhos 

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casas

Jan. 15th, 2010 | 02:31 pm



      


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e dez

Jan. 2nd, 2010 | 03:31 am




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lábios

Jan. 2nd, 2010 | 03:10 am




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saí para ver o Natal

Dec. 27th, 2009 | 11:33 pm




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Dec. 3rd, 2009 | 12:17 am

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Dec. 3rd, 2009 | 12:05 am



beijo

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Nov. 15th, 2009 | 10:28 pm


Eduardo Galeano, 1999

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Nov. 4th, 2009 | 10:10 pm



pensiero stupendo

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Foi bonita a festa, pá!

Sep. 8th, 2009 | 11:42 am




López es algo especial
desde cachorrito ya bailaba ska,
sus botas, su chaleco y su forma de andar,
no está domesticado, ama la libertad!


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também para todos

Aug. 20th, 2009 | 09:37 pm


 
calorosas saudações ao benemérito que se preocupou em iluminar os cabisbaixos!

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terra do Cervo, dois anos depois :)

Aug. 20th, 2009 | 09:09 pm


                

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Eu, a águia e o unicórnio

Aug. 17th, 2009 | 12:46 am


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25 anos

Aug. 14th, 2009 | 07:20 pm



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Aug. 14th, 2009 | 12:02 am


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Aug. 5th, 2009 | 01:28 am




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Aug. 3rd, 2009 | 09:44 pm


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Jul. 28th, 2009 | 12:10 am


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Jul. 14th, 2009 | 11:28 pm


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Jul. 14th, 2009 | 12:29 am


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May. 17th, 2009 | 03:25 am


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1º de Maio em Cuba!

May. 17th, 2009 | 01:47 am

Fomos a Cuba participar na Marcha do Dia Internacional do Trabalhador.
Aqui ficam alguns momentos dessa grandiosa manifestação popular de consciência e unidade.

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May. 15th, 2009 | 01:02 am



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Sinfonia perfeita de vid(as)eos

Apr. 18th, 2009 | 02:09 am

1º clicar em todos os vídeos ao mesmo tempo
2º ...




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mad is Seabra is mad is Seabra is mad

Mar. 13th, 2009 | 04:51 pm


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Salve, orfãos perdidos

Mar. 4th, 2009 | 12:44 pm

Vamos lá então juntos recitar
Este belo acordo que nos vai ligar
Juro pela vida nunca me trair
Juro pela vida sempre resistir
Juro pela vida nunca obedecer
A qualquer vontade fora do meu ser
Juro pela vida sempre acreditar
No poder sagrado que nos faz amar
Juro pela vida sempre contrapor
O valor da festa contra o tédio em vigor
Juro pela vida todo me entregar
À paixão do jogo do corpo e do criar
Radical radical radical
Hei-de ser no agir no pensar
Só na luta há festa só na luta há gozo
Para ter um destino aventuroso
Eis o Graal nosso Graal

O mundo é nosso vamos a ele
O mundo é nosso não há que ter medo
O mundo é nosso vamos com ele brincar


Gumes|Mão Morta

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Mar. 3rd, 2009 | 12:53 am




em lua de cesta, fazer ninho .....Collapse )

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bons aires

Feb. 23rd, 2009 | 12:27 am



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